Paralela à discussão no âmbito da Justiça Eleitoral, os prefeitos tem outra frente que, no primeiro momento, conseguiu barrar na Câmara Federal a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) oriunda do Senado que transferência as eleições para os dias 15 de novembro (primeiro turno) e 29 de novembro (segundo turno).
A PEC chegou à Câmara Federal na quarta-feira e deveria ter sido votada na quinta, mas os deputados federais pressionados pelos prefeitos impediram que o presidente da Mesa Diretora, Rodrigo Maia (DEM), colocasse o projeto em votação. Maia reconheceu a falta de votos para aprovação da PEC. São necessários 308 votos a favor para uma proposta de emenda constitucional ser aprovada na Câmara dos Deputados.
Deputados federais que representam o Centrão – grupo formado por parlamentares do PL, PP, PROS, Republicanos, PSD e integrantes do MDB e DEM, além de pequenas siglas, ecoaram o grito dos prefeitos que se opõem à realização das eleições de 2020. Outros deputados federais dentro do mesmo grupo querem manter as eleições no dia 4 de outubro.
A Medida Provisória (MP) 938, que transfere recursos da União para as prefeituras e estados, ainda não entrou na pauta de votação da Câmara, nem do Senado e prevê a transferência de recursos do Governo Federal para os Estados e Municípios para diminuir o impacto da crise financeira provocada pela pandemia do coronavírus.
Ceará Agora

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