terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Insa publica dados sobre monitoramento dos reservatórios do semiárido

 O Instituto Nacional do Semiárido (Insa) divulgou na última sexta-feira (6), a quinta edição do boletim mensal sobre o "Monitoramento dos Reservatórios da Região Semiárida", em parceria com o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido brasileiro (SigSab).

O informativo de janeiro mostra que o volume de água armazenado nos principais reservatórios vem decrescendo mensalmente e que as previsões meteorológicas apontam 45% de probabilidade de menos chuvas na região neste trimestre. Acesse o boletim (arquivo em pdf).

Índices
 
Nesta quinta edição, com dados de coleta entre 22 de outubro de 2014 e 15 de janeiro de 2015, foram monitorados 347 reservatórios, cuja capacidade máxima de armazenamento de água totalizou 36,86 milhões de hectômetros cúbicos (hm³). Atualmente, o volume armazenado é de 29%, atingindo 10,45 milhões de hm³. Um hectômetro cúbico corresponde a 1 bilhão de litros.

Dos 347 reservatórios monitorados até o dia 15 de janeiro, 44% já tinham entrado em colapso, com volume armazenado menor do que 10% da sua capacidade total, e apenas 1% deles encontravam-se cheios. Quanto à probabilidade de chuvas no primeiro trimestre de 2015, existe uma chance de 20% de chover mais do que o habitual, 35 % de chover dentro da média climatológica da região e 45% de chover menos, segundo o documento.

Estados
 
Nas microrregiões dos semiáridos pernambucano, mineiro e paraibano os percentuais de acumulação de água nos reservatórios são os três menores: 10% no primeiro e 20% nos outros dois. No Ceará, estado com mais reservatórios monitorados pelos pesquisadores – estavam disponíveis informações de 109 represas e açudes – foi constatado 22% de percentual de acumulação de água.

O levantamento tem como base os dados divulgados por:
 
Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Fuceme), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte (Semarh-RN).

Fonte: CN7

* Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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