Um crime
misterioso foi registrado na manhã desta terça-feira (1º) na zona Oeste
de Fortaleza. Um corpo humano, do sexo masculino, foi encontrado
abandonado em um monte de lixo em plena via pública. O caso de “desova”
será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e
pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce).
Passavam poucos
minutos das 9 horas, quando um pedestre passou pelo local, na Rua
General Mário Hermes, no bairro Álvaro Weyne, e ficou curioso diante do
intenso mau-cheiro que era exalado do monturo. Ele, então, se aproximou
dali e viu um grande volume em um saco plástico.
Curioso, o
homem – que seria um vigilante residente nas proximidades – se
aproximou ainda mais e acabou descobrindo que se tratava de um corpo
humano. Imediatamente, ele chamou a Polícia através do telefone 190. Uma
patrulha do Ronda do Quarteirão foi a primeira a chegar no local da
denúncia e confirmou a informação recebida pela Ciops (Coordenadoria
Integrada de Operações de Segurança).
Rígido
Com a chegada
ao local da equipe da DHPP e da Perícia Forense, o saco foi aberto e a
suspeita confirmada. Ali estava o cadáver de um homem que aparentava
aproximadamente 20 a 25 anos de idade, pele morena, cerca de 1,65 metro
de altura, e que estava vestido apenas com uma bermuda azul. O cadáver
apresentava sinais de violência. A vítima pode ter sido morta através de
espancamento com um instrumento contundente.
O perito
criminal Rômulo Lima informou às equipe de Reportagem que cobriram a
ocorrência que o cadáver, apesar do mau-cheiro, não estava, ainda, em
estado de completa putrefação, mas muito rígido. Ele estima que o homem
provavelmente pode ter sido morto em torno de 20 horas antes.
Apesar da
presença de muitas pessoas no local, ninguém reconheceu a vítima. O
cadáver, então, foi recolhido pela equipe do rabecão da Pefoce e
encaminhado ao necrotério da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel),
onde será necropsiado e colocado na geladeira onde ficará por até 20
dias – prazo para que seja feito o reconhecimento.
Caso nenhum
parente compareça para reclamar o cadáver, este será sepultado como
indigente, depois de fotografado e retiradas amostras de sangue para
exame de DNA.
Este foi o
primeiro caso de assassinato registrado pela Polícia na Capital no mês
de setembro. O local da “desova” pertence à Área Integrada de Segurança
Um (AIS-1).
Blog do Fernando Ribeiro
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