Em dosagens maiores, o medicamento começou a ser produzido emergencialmente pela Fundação em 2009, época em que o mundo enfrentava outra ameaça sanitária, a influenza A (H1N1), também chamada de “gripe suína”. A necessidade de desenvolver nova dosagem foi para aumentar a abrangência do tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Fiocruz afirmou, inclusive, já estar produzindo lote de 2,5 milhões de unidades da nova dosagem para, até o fim deste ano, atender à primeira solicitação do Ministério da Saúde.
“Após longo período de avaliação pela Anvisa, obtivemos a aprovação do registro. No decorrer deste tempo de tramitação regulatória, foram respondidas todas as exigências solicitadas pelo órgão regulamentador com agilidade e competência técnica, reforçando a qualidade e robustez de todo o desenvolvimento realizado”, disse a chefe da Divisão de Gestão de Desenvolvimento Tecnológico da Fiocruz, Juliana Johansson, em uma matéria publicada no portal da Fundação na última quarta-feira, 29.
A aprovação indica que a Fiocruz está apta a produzir todas as concentrações disponíveis desse medicamento importante no combate à H1N1.
Uso no tratamento da Covid-19
De acordo com a Fiocruz, o Oseltamivir, em dosagens maiores (75mg e 45mg), tem sido adotado, também, para o tratamento de pessoas suspeitas ou diagnosticadas com a Covid-19, conforme protocolo do Ministério da Saúde publicado em abril. A indicação é para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou com Síndrome Gripal em condições de risco para complicações.
O uso do medicamento tem surtido tanto efeito positivo nesses tratamentos que a demanda aumentou. Segundo a Fundação, foram fabricadas mais de 6 milhões de unidades farmacêuticas até junho deste ano e a previsão é de que, até dezembro, sejam entregues mais de 16,6 milhões de cápsulas do produto.
(*)com informação da CMF

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