quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Um em cada 3 profissionais de saúde mortos por Covid-19 no Ceará era médico

No Ceará, dos 29 profissionais de saúde que morreram em decorrência da Covid-19 desde o início da pandemia, nove eram médicos. O total equivale a 31% de todas as fatalidades em agentes sanitários. Até esta quarta-feira (5), pelo menos 14.956 profissionais foram diagnosticados com o novo coronavírus no Estado. Os dados são da plataforma IntegraSUS, atualizada às 14h36 desta quarta. O painel é administrado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).


A plataforma mostra ainda que o Ceará ultrapassou os 181 mil casos de Covid-19 e 7,8 mil óbitos pela doença.

Ainda de acordo com o IntegraSUS, a doença é mais fatal entre os médicos. A taxa de letalidade da profissão é de 0,6%, a mais alta entre os agentes sanitários do estado. O índice também é maior do que a letalidade estadual em servidores da saúde, que tem taxa por volta de 0,5%. Isso significa dizer que, no Ceará, a cada 160 casos de médicos infectados pela Covid-19, um deve evoluir para óbito.

Apesar de concentrar o número de óbitos, a categoria médica é a terceira em número de casos: 1.443 profissionais da medicina foram infectados pelo novo vírus desde o começo da pandemia. A categoria fica atrás, em ocorrências, dos enfermeiros (2.140 casos) e dos auxiliares e técnicos de enfermagem, profissões mais afetadas, com 4.299 casos confirmados.

Entre os técnicos de enfermagem, que lideram o número de casos da doença, 1 em cada 585 profissionais acometidos pelo novo coronavírus morrem em decorrência da doença (letalidade de 0,18%).

Fortaleza é a cidade com maior número de profissionais da área mortos pelo novo coronavírus do estado, com 12 óbitos desde 10 de abril, data da primeira morte entre os agentes de saúde. A capital também é o município com mais registros de médicos perdidos para doença: Pelo menos 5 mortes aconteceram na cidade.

Acompanhamento

O cuidado com a equipe de saúde, alerta a médica Fernanda Colares, especialista em Gestão Hospitalar, é fundamental para evitar o avanço da doença nas unidades de saúde. “Principalmente durante a rotina de atendimento. O que os principais estudos mostram para gente é que os contágios acontecem nesses espaços de retirada de equipamentos”, aponta Fernanda, responsável pela administração de um hospital particular na capital.

Além do acompanhamento, estabelecer e divulgar protocolos de saúde de maneira eficiente permitem adequar os profissionais à dinâmica da pandemia à medida em que ela avança. “Explicar através de material gráfico e vídeos os protocolos para cada EPI [Equipamento de Proteção Individual], como usar de acordo com cada atividade, e identificar os fluxos de locais adequados para paramentação”, detalha a médica.

Para aqueles em vulnerabilidade, o cuidado é dobrado. “No hospital onde trabalho direcionamos as pessoas consideradas grupos de risco para outras atividades. Eles foram encaminhados para funções de suporte, locais não tão expostos”, indica Fernanda, que reforça: os cuidados com a equipe na linha de frente não se restringem aos profissionais de saúde.

“Na linha de frente temos também os recepcionistas, os maqueiros, os profissionais que realizam exames como tomografia. Todos precisam de atenção porque são as pessoas que têm contato direto com esses pacientes”.

Quanto às orientações da Sesa para as unidades públicas de atendimento, a pasta explica que cada unidade de saúde é responsável por desenvolver um protocolo sanitário específico, mas que há recomendações gerais, são elas: o uso dos EPIs, manutenção de distanciamento físico mínimo e higienização adequada.

A técnica da Vigilância Sanitária do Estado, Jane Cris Cunha, explica que o órgão realiza fiscalizações nas unidades para verificar possíveis irregularidades. "Neste ano, já fiscalizamos em torno de 200 estabelecimentos de saúde. De todas as denúncias que a gente recebe, 60% vem do setor público e 40% do privado", afirma.

Auxílio

A Sesa disponibiliza, desde maio, auxílio financeiro para profissionais de saúde diagnosticados com Covid-19 no estado. O benefício está disponível para os agentes que atuam na rede estadual, autônomos ou cooperados, afastados do trabalho por até 30 dias pela doença. Caso o afastamento seja inferior, o pagamento será proporcional aos dias ausentes.

O valor recebido está relacionado à categoria e ao nível de ensino. Técnicos de enfermagem e profissionais de nível médio devem receber um salário. Já agentes com nível superior de ensino ganham três salários mínimos (para não médicos) e quatro salários mínimos (para médicos).

É possível solicitar seguro também em caso de morte por Covid-19, com 10 salários mínimos cedidos a família, cônjuge, dependentes ou pais do profissional falecido. O auxílio é repassado pelo Fundo Estadual de Saúde (Fundes), criado pelo Governo do Ceará.

Saiba como solicitar:

Para receber o auxílio o profissional deve preencher formulário disponibilizado pela Sesa. É necessário acrescentar atestado médico. Todas as informações serão conferidas junto à direção da unidade de saúde onde a pessoa trabalha. Nos casos de morte decorrentes da doença, os familiares e dependentes devem preencher o pedido de seguro com as informações do profissional e do solicitante. Entre as comprovações necessárias nestes casos estão a documentação comprobatória do grau de parentesco, bem como o atestado de óbito.


A população também pode se informar e tirar dúvidas sobre os benefícios pelos números (85) 3101 5147 e 3101 5267. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas.

Covid-19


O Ceará ultrapassou nesta quarta-feira (5) os 181 mil casos de Covid-19, com 181.443 confirmações e 7.867 óbitos pela doença. As informações são da plataforma IntegraSUS, atualizada às 14h36. Já são 152.700 pessoas recuperadas da doença no Estado.

índice de 170 mil casos foi ultrapassado no dia 30 de julho, há cinco dias. De lá até esta quarta, a marca passou dos 180 mil.


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A plataforma da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) indica que há ainda 80.383 casos suspeitos e 606 mortes em investigação. Até o momento, já foram realizados 487.408 exames para detectar o novo coronavírus. Das mortes confirmadas, sete ocorreram nas últimas 24h.


As escolas de Fortaleza, privadas e particulares, vão receber testagem em massa para os alunos, professores e funcionários, para detectar o novo coronavírus, disse o secretário da Saúde do Ceará. A capacidade de testagem do Estado deve ser ampliada para 300 mil exames por mês.


Apesar do número alto, os novos casos vêm desacelerando na maior parte das regiões do Ceará. Em Fortaleza, a queda ocorre há 12 semanas seguidas. Na região Cariri, no entanto, a taxa de novos casos é o dobro da média no estado.


Veja outras informações da plataforma:

Veja outras informações da plataforma:


·         A taxa de ocupação das UTIs cearenses é de 67,43%;

·         A taxa de ocupação das enfermarias cearenses é de 38,28%;

·         A letalidade da doença no Estado é de 4,3%.

 

Municípios


Fortaleza concentra 3.722 óbitos pela Covid-19, com 42.601 diagnósticos positivos. A cidade está na quarta fase do plano de reabertura econômica. De acordo com o secretário executivo de Planejamento e Orçamento da Secretaria de Planejamento e Gestão e coordenador do Plano de Retomada das Atividades Econômicas do Ceará, Flávio Ataliba, bares, cinemas, shows e eventos podem ser retomados em setembro.

Em seguida no número de casos está a cidade de Juazeiro do Norte, com 10.654 registros e 228 mortes. Em Sobral, na Região Norte, o número de diagnósticos positivos é de 10.073, com 288 óbitos pelo novo coronavírus.

Pela quarta semana seguida, as regiões de saúde do Cariri e do Litoral Leste/Jaguaribe, no Ceará, tiveram taxa de aumento do número de casos de Covid-19 maior que a registrada em todo o estado. No intervalo de 27 de julho a 4 de agosto, o total de casos nas duas áreas cresceu 1,09% e 0,73%, respectivamente. No mesmo período, o aumento no Estado foi de 0,58%.

Na Região Metropolitana, Maracanaú contabiliza 5.440 casos confirmados e 233 mortes. Caucaia é a segunda cidade em óbitos pela doença, com ocorrências 321 e 5.109 diagnósticos positivos. Em Maranguape, que registra 4.189 casos, 107 pessoas não resistiram à Covid-19.

As cidades de Crato (3.654), Quixadá (2.942), Tianguá (2.798), Acaraú (2.498) e Itapipoca (2.300) também se destacam no número de casos do novo coronavírus .

Os números apresentados pela Sesa são atualizados permanentemente. As mortes não foram contabilizadas no dia em que ocorreram, nem os casos, no dia dos primeiros sintomas, e sim, registrados conforme a liberação dos resultados de exames.

Veja como está o plano de retomada por região:


·         Fortaleza segue na fase 4 (cinemas e bares ainda não têm permissão de funcionamento)

·         Municípios da Macrorregião de Fortaleza avançam para a fase 4;

·         Macrorregiões do Sertão Central e Litoral Leste/Jaguaribe continuam na fase 2;

·         Macrorregião Norte segue para a fase 2;

·         Macrorregião do Cariri segue para a fase 1

 Veja o que pode reabrir na 4º fase do plano de transição em Fortaleza

·         Restaurantes e barracas nos períodos diurno e noturno (até 23h);

·         Academias (30% da capacidade)

·         Transporte interestadual de passageiros;

·         Locação de automóveis com motorista;

·         Comércio de produtos não essenciais;

·         Atividades religiosas (100% da capacidade). 


G1/CE

G



 


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